Nem sempre o momento mais esperado de um festival é o show principal do line-up.
EXCLUSIVO VIBE LIMEIRA
Às vezes, o que realmente fica marcado na memória do público são os encontros inesperados — aquelas combinações que só fazem sentido dentro da loucura organizada de um dia inteiro de música. E, nesta edição do João Rock, alguns shows chamam atenção justamente pelo potencial de virar aquele momento que todo mundo vai comentar depois.
Um dos mais aguardados é o encontro entre Marcelo D2 e Rael, que promete unir rap, samba e reggae em uma apresentação inédita, um cruzamento de gerações e sonoridades que resume bem o espírito plural do festival. Na sequência, a Bahia sobe ao palco com força total através do BaianaSystem, que traz sua mistura inconfundível de música baiana, rock e eletrônico, sempre garantindo aquele clima de festa que só o grupo consegue criar.

Para quem é fã da velha guarda, os Paralamas do Sucesso chegam revisitando uma das carreiras mais importantes e duradouras do rock brasileiro, provando que clássico é aquilo que nunca sai de moda. Já a Nação Zumbi representa o manguebeat ao lado de outras gerações da música nacional, num lembrete de que o movimento pernambucano continua tão vivo e relevante quanto nos anos 1990.

E para quem não abre mão de uma boa dose de adrenalina, CPM 22 e Raimundos seguem mantendo vivo o peso do punk rock brasileiro, com aquela energia crua que faz qualquer plateia perder a voz de tanto gritar.

Mesmo sem participações-surpresa confirmadas oficialmente, o line-up foi cuidadosamente pensado para criar uma sequência de shows bastante variada ao longo de todo o dia — um verdadeiro passeio por décadas e estilos da música brasileira, sem pressa e sem repetição, até a última nota tocar.
Matéria produzida por Lucivanio Nascimento e Daniele Lemes – Redação Limeira
