Climatempo descartou possibilidade de tornado sobre fenômeno na madrugada desta sexta-feira (24). Pelo menos nove cidades foram afetadas por ventos que chegaram a 122 km/h.
O temporal que atingiu a região de Ribeirão Preto na madrugada desta sexta-feira (24) foi causado pela entrada de uma frente fria no interior de São Paulo, já prevista pelos meteorologistas desde o começo da semana.
Em nota, o serviço de meteorologia Climatempo informou que a hipótese mais provável é a ocorrência de uma sequência de microexplosões, capazes de produzir ventos superiores a 100 km/h.
Segundo a meteorologista, microexplosões são fenômenos provocados pelas nuvens cumulonimbus.
“São essas nuvens que causam a chuva forte, ventania, os raios. Só que a microexplosão, ou em uma microexplosão, a chuva cai muito intensa, concentrada em uma mesma área e junto com o vento forte. É como se você despejasse uma grande quantidade de água em pouco tempo, mas só em um local muito definido. Ela atua em uma área muito pequena e com ventania também”.
Ainda segundo a Climatempo, não há evidencias de tornado. A justificativa é que os danos ocorreram em uma área extensa, atingindo mais de um município, o que é incompatível com as características do fenômeno.
Embora houvesse a previsão detectada de chuva, a rápida evolução da tempestade dificultou a análise de sua intensidade.
“A identificação da severidade ocorreu principalmente por meio de monitoramento em tempo real com radares meteorológico”, informou a nota.
O temporal causou estragos em diversos pontos da cidade. Guariba, Taquaritinga, Dumont e Pradópolis também registraram grandes prejuízos.
Em Ribeirão Preto, um homem de 75 anos morreu após a casa dele ser atingida por um imóvel vizinho, que cedeu.
meteorologista disse que os radares meteorológicos mostraram os núcleos de tempestade que passaram, primeiro, pela região de Pradópolis, onde os ventos chegaram a 122 km/h. Na sequência, chegaram em Ribeirão Preto com muita força. De acordo com a Defesa Civil, os ventos atingiram 70 km/h na cidade.
“O aeroporto de Ribeirão registrou rajadas de até 65 km/h, mas pelo nível de estrago, certamente em outras áreas da cidade, as rajadas de vento foram mais intensas”.
Por Daniele Leme – Redação Ribeirão
